Hoje não serei melancólico e depressivo, não haverá carta regada ao som
triste e magoado da Adele. Hoje dedicarei esse carta a falar das muitas
fantasias que tenho contigo, meus sonhos.
Adoro as tardes ensolaradas sabia? Principalmente
aos domingos e sempre me imagino contigo contemplando o por do sol. O sol
iluminando o seu rosto, você com óculos escuros, nenhum pouco extravagantes, mas que lhe caem muito bem, e nas mãos um cigarro, do qual eu faço questão de
compartilhar. Juntos, só nós, olhando o sol se por, falando de coisas sem
nexo e rindo dessas tais coisas que não fazem absolutamente sentido algum, mas
que por serem tão sem sentido tornam a tarde mágica, incrivelmente alegre,
coberta de risos e gargalhadas...
Ao fim da tarde quando mais nenhum raio de
sol conseguir cruzar o horizonte eu te puxava pelas mãos pra um bar, a fim de bebermos e comemorarmos a tarde maravilhosa. E se fosse de tua
vontade disputaríamos uma partida de sinuca, não sou um exímio jogador, não sou
nem se quer um bom jogador, porém sei que você gosta do jogo e joga até muito bem.
Mas é claro que te deixaria ganhar todas, a final quando você esta feliz é
como se o sol se abrisse só pra mim...
E por fim, já no fim da noite quando nem
um olho já nos vigia mais ou quando nenhum ouvido nos escuta, eu te abraço,
beijo o canto esquerdo de teus lábios e fixo meus olhos nos teus, nenhuma palavra é dita, o único som audível é o som de tua respiração e das batidas de teu
coração junto ao meu. Um silêncio pleno quebrado só por um riso
resultante da nossa sutil embriaguez, não uma risada casual e sem sentido, mas
fruto de toda a felicidade que foi gerada em um único dia e como foi tão simplório
e ao mesmo tempo tão cheio de significados.
Não preciso de nada complexo ou
pomposo para ser feliz ao teu lado, só preciso que esteja feliz ao meu lado nos
momentos simples, porém valiosos.
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