E não seria o tempo o solucionador de todos os problemas?
Talvez...
O certo é que ele dá início e fim a tudo.
E que, talvez, a dor que eu carregava deveria ser um fardo
aceitável que me incomodaria por muito tempo. De fato foi algo que me
incomodou, mas fui ingênuo ao pensar que seria eterno, pois não foi.
Por um tempo andei com os olhos fechados para a felicidade, nada era pleno, as coisas tinham aspecto de açúcar, mas não eram doces. Achei-me
pequeno para comportar algo tão grande como um amor não correspondido. No entanto o tempo é sem dúvidas um maestro muito habilidoso e com a facilidade
que lhe é peculiar, rege a vida transformando aquilo que era muito grande em algo
que hoje é muito pequeno, pequeno até demais.
O tempo nos faz amadurecer, nos faz ver que nem toda a
estrela que brilha, por mais tempo que ela dure, brilhará para sempre.
Hoje é com plena certeza que sei: já não o amo mais.
Estou feliz por estar livre, por poder voar em busca de
novos horizontes novamente.
Entretanto me entristece saber que o tempo me
libertou com um preço, o preço de ter afastado de mim um amigo, um dos meus melhores
amigos.

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