Abro a
carteira, levo a boca meu vício, risco o fósforo e as lembranças vão surgindo...
Encantando-me
sutilmente, conduzindo meus pensamentos para perto de quem amo...
Lembranças são como fumaça de cigarro, tomam uma forma suficientemente sólida no espaço, mas sem aviso algum dispersam-se no ar...
Só podem ser vistas, não tocadas.
Com o queimar do fumo vão surgindo as formas, vão se formando as lembranças.
Curiosas
as lembranças, tão imateriais e mesmo assim tão intensas, elas vão
misturando-se aos sonhos embaraçando realidade e desejo.
A
brasa queima o filtro, o cigarro vai ao chão.
E as
lembranças...
Foram
nossas? Ou foram minhas?
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