quarta-feira, 11 de abril de 2012

Lembranças, só lembranças...




Abro a carteira, levo a boca meu vício, risco o fósforo e as lembranças vão surgindo...

Encantando-me sutilmente, conduzindo meus pensamentos para perto de quem amo...


Lembranças são como fumaça de cigarro, tomam uma forma suficientemente sólida no espaço, mas sem aviso algum dispersam-se no ar...


Só podem ser vistas, não tocadas.


Com o queimar do fumo vão surgindo as formas, vão se formando as lembranças.

Curiosas as lembranças, tão imateriais e mesmo assim tão intensas, elas vão misturando-se aos sonhos embaraçando realidade e desejo.

A brasa queima o filtro, o cigarro vai ao chão.


E as lembranças...


Foram nossas? Ou foram minhas?


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