“E dizem que uma vez o “amor” resolveu perguntar ao “ódio”, ‘Por
que me odeias tanto?’ E ódio, pela primeira vez, desarmou seu semblante
enfurecido e respondeu, 'Porque já te amei demais'.”

É tão
incoerente sentimentos tão ímpares coexistirem em uma mesma pessoa. Entretanto,
chega um momento que nos deparamos com tal paradoxo. Inexplicavelmente
conseguimos amar e odiar uma mesma pessoa. Talvez seja culpa da imensidão
daquilo que se sente, da frustração de devotar tanto por alguém e esse alguém
ser incapaz de enxergar tudo o que esta se irradiando de você.
Ou talvez seja
porque o amor precise ser alimentado com o mínimo de carinho possível, quando
não se é amado o amor passa fome, transforma-se em um monstro, transforma-se em
ódio. Odeia-se, machuca-se a quem se ama só pra fazer doer no outro tudo o que
dói em você.
Triste
ilusão... Não se pode ferir a quem se ama, sem que acabe se machucando mais do
que cause dor.
No
momento...
Sinto dor.
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